Jornal Correio do Povo - Jungmann escolhido Ministro da Segurança

Conforme o presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar (ASOFBM), coronel Marcelo Gomes Frota, a criação da pasta já deveria ter ocorrido, já que o povo chama por segurança.
 
 
Raul Jungmann é o escolhido para assumir o comando do novo Ministério Extraordinário da Segurança Pública, que foi acriado através de medida provisória assinada ontem pelo presidente Michel Temer. Jungmann, atual ministro da Defesa, foi remanejado. No lugar dele, assume o general Joaquim Silva e Luna, que já foi chefe do Estado-Maior do Exército. Agora, com a criação da pasta, o governo passa a ter 29 ministérios.
 
Temer explicou que o ministério vai coordenar as ações de seguraçã públiuca em todo o país, o que, seguendo ele, nenhum governo federal quis fazer até agora. "Ele fará reuniões permanentes com governadores e secretários de segurança", disse ele.  A coordenação da área de inteligência também ficará a cargo de Jungmann. "Porque também não basta colocar policial na rua com fuizl, precisa desbaratar o crime organizado", afirmou. Ao falar sobre a questão financeira, Temer disse que a nova pasta pode implicar mais gastos para administração pública, mas isso se justifica pela importância do trabalho a ser feito na área da segurança.
 
O chefe do Ministério Extraordinário estava na Defesa desde maio de 2016, quando tomou posse prometendo dar prosseguimento aos projetos estratégicos das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica). Durante a gestão, comandou a organização do emprego de efetivo militar na segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro e o processo de retirada das tropas brasileiras do Haiti. Em setembro de 2016, cerca de 25 mil militares deram apoio logístico à realização das eleições municipais em 409 localidades de 14 estados, garantindo a segurança do pleito.  
 
Jungmann também chefiou ações de reforço militar na segurança pública do Amazonas, Maranhão, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e nos prédios públicos da Esplanada dos Ministérios, durante protestos em maio de 2017, e as ações de varredura e inspeção em presídios estaduais.
 
Conforme o presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar (ASOFBM), coronel Marcelo Gomes Frota, a criação da pasta que já deveria ter ocorrido, já que o povo chama por segurança. Quanto ao chefe, ele informou que é cedo para avaliar. "A partir de um mês e meio vamos ver se ele vem para fazer alguma diferença. Não há como fazer uma avaliação agora, vamos dar um tempo para ele", exclamou. Frota explicou que o ministério, por si só, não vai solucionar nenhum problema. "A União, até então, não se envolvia com a área, apenas com gestos estabanados. Dessa maneira, a segurança pública terá um orçamento específico, semelhante com o que acontece na saúde e na educação."
 
Outra expectativa do coronel é de que a lei orgânica da Policia Militar e da própria Polícia Civil tenha um relevância maior. "Assim como tenha a liberdade para a escolha dos comandantes gerais, chefes de polícia e que a segurança seja uma política de Estado e não de governo, já que ela tem um papel fundamental para melhor prestar um serviço ao cidadão."
 
Para o diretor do Sindicato de Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia RS (Ugeirm), Pablo Mesquita, o chefe terá um grande desafio pela frente. A expectativa é de que o ministério não sirva de "cortina de fumaça para cobrir a situação que é enfrentada". De acordo com ele, não é apenas o ministro responsável pela pasta, mas toda uma organização que é montada. "O Jungmann não é da área. Não sei de quem ele vai se cercar, percebemos que militares da forças armadas é que estão dando suporte para esse ministério." Mesquita ponderou que o Exército não conhece a realidade enfrentada nas ruas. "As forças policiais são diferentes. Do Sul ao Norte os problemas são muito parecidos. Independente de qualquer coisa, nossa torcida é para que ele possa trazer algo positivo e faça uma boa gestão."
 
O presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Rio Grande do Sul (Sinpol), Emerson Lopes Ayres, ponderou que a nomeação de Jungmann é justamente pela sintonia de ideias que tem com o governo. "A criação do ministério por si só não vai solucionar o problema. A sociedade não quer uma nova pasta, com a criação de cargos em comissão, o que precisamos hoje é a implementação de políticas indicadas para segurança pública", detalhou. Ele disse que uma das maneiras seria tomar as medidas através do Ministério da Justiça. "Deveriam ser feitos investimentos na área da educação, para evitarmos que as crianças de hoje se tornem os infratores de amanhã."
 
Fonte Jornal Correio do Povo - dia 27/02/18




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