Com uma visão institucional diferenciada sobre Segurança Pública, o Cel Vinadé contribuiu para a quebra de paradigmas na Corporação

O Aspirante a Oficial da Brigada Militar da turma de 1975, atualmente, Coronel da Reserva Gelson Airton Mesquita Vinadé (69 anos) ao longo da sua carreira militar sempre esteve ligado às atividades culturais e artísticas. E não poderia ser diferente. O Oficial é formado em Estudos Sociais, Relações Públicas e Publicidade, pós-graduado em Marketing (PUCRS) e Marketing Político (Ulbra). Vindo de uma família de brigadianos, herdou do Cel Euribyades Guasque de Mesquita (avô), do Cel Carlos Guasque de Mesquita (tio-avô), do Cap Adil Menezes Ribeiro (padrasto) e do Sd Atos Vinadé (tio) o amor pela corporação e o comprometimento com o seu engrandecimento. Na Brigada Militar exerceu várias funções de comando e chefia. Atuou por 11 anos na comunicação social da Operação Golfinho, onde ganhou dois prêmios nacionais: Prêmio Opinião Pública do Conselho Regional de Relações Públicas de São Paulo (1995) e Prêmio Ideais em Relações Públicas CONRERP-RJ (1995). Foi um dos construtores do conceito de trabalho proativo das atividades de PM/5 e de policiamento comunitário. O Coronel compõe o grupo de técnicos da área de Comunicação Social que deu corpo a 5ª Seção do Estado Maior da Brigada Militar. Ele integra a galeria de nomes como Cel Aldo Danesi – mentor -, e Cel Jerônimo Braga, Ex-Comandante-geral da BM – estruturador.

Foi para Reserva Remunerada em 2005, aos 52 anos de idade. Mas, durante o período na Brigada Militar participou de um trabalho inédito na Corporação. Lançou com mais quatro colegas, em 1985, a obra “Causos do Gaúcho Fardado”, na Feira do Livro de Porto Alegre, abrindo, dessa forma, caminho da Feira para as obras brigadianas. E no Sesquicentenário da Brigada, uma Comissão Editorial foi criada, coordenada pelo então Major José Hilário Retamozzo e pelos Capitães Ubiriajara Anchieta e Gelson Vinadé. Foram editadas, nesse período, 22 obras (técnicas, poesia e histórica) sem qualquer custo para o Estado. “Foi um trabalho inédito na Corporação e nunca mais foi repetido”, avalia o Cel Vinadé.

Os sete anos na Reserva também despertaram no Coronel um outro desejo. Ele passou 40 dias mochilando pelo Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, partindo de Saint Jean Pead de Porto (França) percorrendo 900 quilômetros. “Foi um verdadeiro período sabático na minha vida, onde convivi com peregrinos de vários países”. O Coronel completa que pernoitou em albergues, em prédios com 800 anos de existência. “É uma experiência indescritível cruza-se povoados milenares, estradas por onde cruzaram exércitos. Cruzei por um local onde foram fuzilados mais de 300 civis, homens, mulheres, idosos e crianças, durante a guerra civil Espanhola, iniciada, em 1936”, relata Vinadé.