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SETE ORIENTAÇÕES DE UMA PSICÓLOGA PARA SAÚDE MENTAL DE POLICIAIS

1 NÃO SEJA POLICIAL 24HS. RESPEITE OUTROS ASPECTOS DA SUA PERSONALIDADE

Existe a vida pessoal e o profissional, entretanto, no meio de tantas responsabilidades ainda existe um ser humano, que é você, pense em você, na sua segurança e no desempenho da sua função e em todas as dicas e processos que foram parte do seu treinamento.

Tire folgas para ser você independente de outros fatores determinantes da vida.

2 RESPEITO MÚTUO

Dentro da psicologia existe o treinamento em habilidades sociais, o THC. Nesse treinamento entendemos melhor a “engenharia” do comportamento social. E nesse sentido quando somos gentis na maioria dos casos geramos gentileza em troca e essa comunicação de respeito mútuo ajuda na sensação de bem-estar.

Mesmo em dias de estresse o bom humor pode ajudar a gerar mais bom humor. Trate os outros como você gostaria de ser tratado. Não é porque existem violências institucionais e/ou na rua que você precisa se tratar ou tratar os outros com o mesmo tipo de violência, lembre-se que nem todo mundo está ali para te atacar

3 DESENVOLVA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Expressar emoção não é tão ruim assim, seja para uma colega de trabalho, um supervisor e/ou um cidadão na rua, o policial também é gente, é meio super-herói, mas também sonha, sente e tem medo.

Aprenda a expressar suas emoções com inteligência, isso é inteligência emocional e um psicólogo pode te ajudar a desenvolver mais.

4 CUIDE DA SUA FAMÍLIA

Na maioria das vezes você vai voltar para casa, tenha receio e se cuide também com o mesmo zelo que você cuida dos cidadãos da sua cidade, mas principalmente ao chegar em casa se lembre de agradecer a família que tem por mais um dia de trabalho realizado.

Ao sair de casa, você tem uma chance de dizer coisas boas e expressar bons sentimentos para quem fica, dedique-se a lembrar as pessoas da sua família o quanto elas são importantes para você.

5 UNIÃO DE CLASSE

Os superiores e/ou colegas de trabalho também são gente como você, também temem e/ou vão passar por situações bem parecidas com as suas, de desejos e medos, então entenda a forma como eles lidam com as coisas também são diferentes.

Pense e repense, e quando foi possível elabore um diálogo com eles sobre as questões que incomodam a relação de vocês.

6 CUIDE DO SEU PERFIL PROFISSIONAL

Se realize profissionalmente, ser policial é um sonho de infância e também muito arriscado, se o seu sonho é seguir a carreira profissional, se adapte a cada vez mais conseguir viver em conformidade a ela e seus aspectos que geram bem-estar.

Se sua realidade não for de ser policial para sempre, então siga fortalecendo sua autoestima e principalmente se adaptando a adquirir novas habilidades para seguir subindo de cargo e/ou mudando se for o caso.

7 EMPATIA: HABILIDADE NECESSÁRIA À UM POLICIAL

Nem sempre o mundo está dividido em bem ou mal, às vezes são só pessoas andando na rua e/ou passando por algum tipo de sofrimento emocional e/ou físico.

Tente se colocar no lugar das pessoas para assim entendê-las melhor. Isso irá te ajudar não apenas a investigar melhor e analisar a personalidade e perfil e perfil emocional das pessoas, mas também a melhorar sempre a imagem do policial perante a sociedade.

Faça o que foi treinado a fazer, mas não esqueça de olhar sempre nos olhos de quem quer que seja.

EXPERIMENTE A VIDEOTERAPIA!

A videoterapia é uma assistência psicológica a todos os tipos de pessoas que estão passando por um algum tipo de situação emocional e relacional que entenda a necessidade do apoio psicológico visando o bem-estar e fundamentalmente aliviar as tensões emocionais e os referidos sintomas singulares.

Os processos de videoterapia para policiais civis ou militares e seus familiares geram possibilidades de conforto proporciona auxílio e apoio emocional a resolverem suas dificuldades e construírem potencialidades para lidarem com as diferenças existentes nas relações no conforto da casa, sendo agendado o atendimento individualmente.

Os processos que são trabalhados em videoterapia despertam as potencialidades na singularidade, pluralidade, diversidade, subjetividade, visando adaptabilidade e ressignificação.

Fonte: Terapia de Bolso

A ASOFBM através do convênio com a psicóloga PATRÍCIA WILLIG MÓR PSICOLOGIA oferece aos associados, desconto de 20% no valor da consulta dos atendimentos psicológicos através da Terapia Cognitivo-Comportamental. Contato pelo fone (51)99846-4594.

Atendimento na Brigada Militar

Público alvo

Atendimento será prioritário ao militar da ativa, podendo ser extensivo aos familiares de 1º grau nos casos em que o militar sofreu morte ou grave lesão durante ocorrência em serviço.

As modalidades de atendimento

Atendimento Individual: Com a utilização da Técnica da Psicoterapia Focal (de 12 a 15 consultas), em regime ambulatorial, com o intuito de agilizar a demanda de atendimento. A consulta psicológica terá um tempo técnico de 30 a 45 minutos.

Avaliação Psicológica: Visa definir diagnóstico psicopatológico, bem como a capacidade do ME de exercer a função PM e porte de arma de fogo. Inclui a emissão de pareceres funcionais.

Atendimento Psiquiátrico: Realização de avaliações psiquiátricas e acompanhamento dos casos.

Atendimento Social: Nos casos em que houver necessidade de abordagem social, bem como nas situações de desajuste funcional.

Grupos Operativos: Esta modalidade de trabalho ocorre sempre que houver a necessidade, levantada junto aos Comandos, de intervenções em situações internas. Serão priorizados os atendimentos a guarnições envolvidas em ocorrências graves. A periodicidade e a duração das atividades serão determinadas de acordo com a situação a ser abordada. Criação de grupos de apoio à Dependência Química, entre outros.

Palestras: Serão desenvolvidas junto às Unidades, abordando temas que atendam às necessidades do efetivo. Haverá prévia combinação com os Comandos dos OPM. Serão discutidos temas previamente estabelecidos ou solicitados pelos oficiais ou praças ao técnico responsável. Temas envolvendo promoção da vida e prevenção ao suicídio.

Terapia de casais

O HBMPA oferece o serviço de Terapia de Casais aos militares que apresentam dificuldades no relacionamento conjugal. Agendamento pelo centro clínico do HBMPA, pelos telefones: 3288-3556 e whatsapp 986296343.

Fonte: Brigada Militar

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Projeto tira a regulação da segurança privada da PF

  • ESTADÃO

O projeto de lei que pretende remover alguns dos controles que governadores de Estado têm sobre suas forças policiais também invade atribuições da Polícia Federal em relação à fiscalização e regulação de empresas particulares de segurança privada. A avaliação é de representantes e entidades do Ministério Público e da PF ouvidos pelo Estadão. O texto em discussão prevê que caberá às polícias militares “credenciar e fiscalizar as empresas de segurança privada, os serviços de guarda de quarteirão ou similares, e as escolas de formação, ressalvada a competência da União e atendido os termos da legislação específica do ente federativo”.

Atualmente, essa atribuição é da PF, que possui um departamento para administrar o assunto. É de responsabilidade exclusiva da corporação: credenciar e habilitar instrutores para escolas de formação de vigilantes; emitir a carteira nacional de vigilante; emitir autorizações para a aquisição e o transporte de armas de fogo, armas não letais e munições; vistoriar os veículos especiais de transporte de valores e autorizar o seu uso pelas empresas de vigilância; autorizar a aquisição de coletes balísticos; e emitir o certificado de regularidade de empresas de segurança privada. Leia Também

Bolsonaro ‘polariza’ eleições no Congresso

De acordo com a subprocuradora-geral da República Luiza Cristina Fonseca Frischeisen, titular da Câmara Criminal da PGR e de ofício criminal junto ao Superior Tribunal de Justiça, passar essas atribuições às PMs pode gerar problemas de conflitos de interesse, dado o alto número de policiais militares que são sócios em empresas privadas de segurança. “E se o PM tiver participação societária nessas empresas?”

A questão pode ter impacto significativo. Conforme dados da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), havia, em junho do ano passado, 4.618 empresas do ramo atuando no Brasil. Elas empregavam mais de 500 mil vigilantes com vínculos ativos, metade deles no Sudeste. Cerca de um milhão de profissionais capacitados pelos cursos de formação e regularizados na Polícia Federal estão aptos a trabalhar. O setor alcançou R$ 36,9 bilhões de receita bruta em 2019, de acordo com a consultoria econômica da Fenavist.

“Há muito tempo que as PMs querem atuar nessa área”, disse ao Estadão o vice-presidente da Associação dos Delegados da PF, Luciano Leiro. Ele afirmou que, no Rio Grande do Sul, parte dessas funções já é desempenhada pela Brigada Militar – nome da PM do Estado -, o que tende a ser alvo de ação judicial. “Já há essa fiscalização por parte da PF, para que criar uma nova estrutura de fiscalização para isso? É um desperdício de dinheiro público.” Contra

Diretor jurídico da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Flávio Werneck concordou. “Nesse ponto, somos terminantemente contra (o que prevê o projeto). Temos uma influência muito grande de policiais militares na segurança privada, o que pode acarretar problemas futuros nas fiscalizações.” Ele disse que, se preciso, a Fenapef vai se posicionar contra o projeto no Congresso.

“Essa missão de fiscalizar empresas de segurança é muito bem executada pela PF”, afirmou o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Fábio George Cruz da Nóbrega. “Esse é um ponto preocupante do projeto.”

A possibilidade de policiais serem sócios de empresas da área é permitida pela legislação da maioria dos Estados. Em São Paulo, por exemplo, apesar de a Lei Orgânica da Polícia do Estado proibir que os policiais exerçam qualquer outro emprego ou função “mesmo nas horas de folga”, o estatuto do funcionalismo público estadual cria a brecha para que o servidor seja “acionista, quotista ou comanditário” de sociedades comerciais.

Para o ex-ministro da Segurança Pública Raul Jungmann, embora seja necessário e urgente regulamentar as polícias estaduais – já que as regras em vigor são de 1969 -, o projeto em discussão é inconstitucional porque fere o pacto federativo. “Do jeito que está não passa no Congresso e, se porventura viesse a passar, seria declarado inconstitucional pelo STF. Seu objetivo político é claro: atender e manter a mobilização das suas bases nas corporações policiais”, afirmou o ex-ministro ao Estadão.

Jungmann alertou ainda para o fato de que, ao conceder funções demais às PMs, o texto poderia produzir o resultado de retirar os efetivos das ruas e das suas funções privativas de prover a segurança à população. Projeto de Lei da PM

Indicação e mandato do comandante-geral

Como é: Indicação é feita pelo governador, sendo o indicado oficial da ativa e observada sua formação profissional.

Como fica: Indicação é por lista tríplice e mandato é de 2 anos. Demissão deve ser “justificada”.

Quadro de oficiais

Como é: O quadro de oficiais, atualmente, vai de segundo-tenente ao posto máximo, decoronel.

Como fica: Cria quadro formado por 3 patentes: tenente-general, major-general e brigadeiro-general.

Segurança privada

Como é: A segurança privada é credenciada e fiscalizada pela Policia Federal, conforme a Lei Federal 7.102/83.

Como fica: Define como competências da PM credenciar e fiscalizar empresas de segurança privada.

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Comandante irá vistoriar locais para instalação do Batalhão de Choque

CIDADE POLÍCIA P. 7

Na próxima semana, o coronel Rodrigo Mohr Picon e a equipe técnica da BM irão vistoriar possíveis locais para a instalação do 6º Batalhão de Polícia de Choque.O deputado estadual Frederico Antunes (PP) manteve audiência nesta quarta-feira, 13/1, com o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Rodrigo Mohr Picon. Na oportunidade o líder do governo na Assembleia Legislativa tratou sobre a instalação do 6º Batalhão de Polícia de Choque (6º BP Choque), em Uruguaiana. A previsão é de que a unidade seja instalada ainda no primeiro semestre. No encontro, o Coronel confirmou visita a Uruguaiana na próxima semana. O objetivo será vistoriar alguns locais que poderão servir de sede para o novo batalhão. Além de Mohr, também irão acompanhar o comandante, integrantes da área técnica e de engenharia da BM. A nova unidade vai qualificar a estratégia de pronta-resposta, com cobertura do policiamento de choque em toda a faixa da fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai e a Argentina. Irá também auxiliar na intensificação de operações policiais especializadas para o combate às organizações criminosas que operam de forma transnacional, em atividades ilegais como tráfico de drogas e contrabando de armamento e mercadorias.Também irá representar um reforço importante para a repressão de crimes rurais típicos da região, como o abigeato e o furto de maquinários e insumos agrícolas. A posição do 6º Batalhão de Choque também fortalece a capilaridade da atuação das tropas de pronto-emprego, com alto nível de treinamento para execução de tarefas de restauração da ordem pública, controle de distúrbios e, principalmente, ocorrências de grande proporção. Com a nova unidade, as operações das seis tropas especializadas irão cobrir todas as áreas do Estado com maior agilidade e mais eficácia – a estimativa é conseguir realizar deslocamentos para qualquer ponto no RS em até uma hora e meia, aproximadamente. Antunes voltou a comemorar a instalação da nova unidade. “Uma das notícias mais positivas anunciada em dezembro passado pelo governador, para a Fronteira Oeste, em especial para Uruguaiana. Como sede do 6º Batalhão de Choque, teremos um aumento significativo do efetivo da Brigada Militar. Ao todo serão cerca de 140 policiais lotados no Batalhão de Choque de Uruguaiana, que também atenderão a região”, disse

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O GLOBO PAÍS P. 8: Projeto sobre PMs desvirtuou texto original

Proposta apresentada há 20 anos visava apenas unificar normas das corporações, que variavam em cada estado; nova versão reduz poder de governadores ao prever lista tríplice para comandantes-gerais e mandato de dois anos.

O texto atual do projeto de lei que diminui os poderes dos governadores sobre o comando das Polícias Militares e do Corpo de Bombeiros é uma versão desvirtuada do original, apresentado pelo Poder Executivo em 2001. A proposta visava modernizar e padronizar as regras de organização das corporações.

A nova redação obriga governadores a escolher comandantes-gerais a partir de uma lista tríplice elaborada pelos oficiais, estabelece mandatos de dois anos para os chefes das corporações e permite que a PM credencie e fiscalize empresas de segurança privada.

Nenhum desses itens estava no projeto original, do governo Fernando Henrique Cardoso. O objetivo era unificar as normas para a organização das corporações, regidas por leis de cada estado.

18 anos parado

Integrante da bancada da bala e amigo pessoal do atual presidente, Jair Bolsonaro, o deputado Alberto Fraga (DEM-DF) foi nomeado relator na ocasião. O texto ficou praticamente 18 anos parado na Câmara até que, em 2019, o atual coordenador da bancada da bala, Capitão Augusto (PL-SP) assumiu a relatoria.

Ele discutiu as propostas com associações que representam policiais e bombeiros e com integrantes da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Em outubro do ano passado, um requerimento de urgência para que a matéria fosse apreciada pelo plenário foi apresentado.

O substitutivo do deputado do PL trouxe as novidades que motivaram as críticas de especialistas em Segurança Pública, procuradores da República, PMs de diversos estados e até mesmo integrantes da chamada bancada da bala.

A subprocuradora-geral da República Luiza Frischeisen afirma que o novo texto apenas junta reivindicações e destaca a falta de debate.

O problema é que esse texto aumenta os poderes das PMs e dificulta o controle sobre elas — disse Frischeisen.

Especialistas veem outros problemas, como o aumento de atribuições que o projeto confere às PMs. Uma delas é a possibilidade de fiscalizar empresas de segurança, uma tarefa hoje da Polícia Federal .

É uma proposta absurda, que tenta aumentar as atribuições das polícias militares do Brasil — disse o coordenador do Centro de Estudos de Segurança Pública da PUC-Minas Gerais, Luís Flávio Sapori.

Um dos integrantes da bancada da bala, o deputado federal Subtenente Gonzaga (PDT-MG) também se diz contra o texto apresentado.

Acho que é uma discussão inoportuna. As polícias militares estão funcionando. É possível obter mais resultados das PMs? Sim. Mas apesar de algumas pautas expressas no texto serem legítimas, eu não aprovo essa versão — afirmou.

Na avaliação do senador José Serra (PSDB-SP), o projeto é “descabido”. Em 2008, como governador de São Paulo, ele enfrentou motim de policiais civis que reivindicaram aumentos salariais, além de eleição direta para a escolha de delegado-geral. Em cinco dias, o movimento teve 70% de adesão. Houve conflito nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo, e 29 pessoas ficaram feridas. A Assembleia Legislativa também foi ocupada.

O projeto que está sendo articulado no Congresso é descabido. As forças policiais estaduais devem seguir subordinadas e próximas aos respectivos chefes dos Executivos Estaduais, acima de tudo, porque é um princípio básico do Federalismo — afirma Serra.

O relator da matéria reconhece que não haver consenso e diz que o tema deverá ser discutido ao longo desse semestre antes de ir à votação. Ele admite retirar itens do texto.

VIÉS IDEOLÓGICO

O anúncio do ministro da Justiça, André Mendonça, de que pedirá a abertura de inquérito policial contra o colunista do “Folha” Ruy Castro e Ricardo Noblat, isto por terem copiado o texto da coluna de seu blog, é mais uma demonstração absurda de um governo que não convive com opiniões divergentes.

Por mais ácidos que sejam – o colunista sugere que Trump cometa suicídio e Bolsonaro o imite – as opiniões são protegidas pelo direito constitucional à liberdade de expressão. Embora tudo possa ser reivindicado na Justiça, querer condenar jornalistas denuncia o viés ideológico do ministro e de seu chefe.

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CORREIO DO POVO POLÍCIA: Congresso discute projetos para as polícias

O presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar (AsofBM), coronel Marcos Paulo Beck, ressalta que ocorrerão muitas discussões. “O tema ainda vai passar por debate pela diretoria da Associação”.

As propostas também restringem o poder dos governadores sobre as forças de segurança dos estados e do Distrito Federal

O Congresso se prepara para votar dois projetos de lei orgânica das polícias civil e militar que restringem o poder de governadores sobre as forças de segurança dos estados e do Distrito Federal. As propostas trazem mudanças na estrutura das polícias, como a criação, na PM, da patente de general, hoje exclusiva das Forças Armadas, e a implantação de um Conselho Nacional de Polícia Civil ligado à União. O novo modelo é defendido por aliados do governo. Segundo o Estadão, os projetos limitam o controle político dos governadores sobre as polícias ao prever mandato de dois anos para os comandantes-gerais e delegados-gerais (no RS, chefe de Polícia), e impor condições para que eles sejam exonerados antes do prazo. No caso da PM, Brigada Militar, no RS, a sugestão é para que a nomeação do comandante saia de uma lista tríplice indicada pelos oficiais.

O texto prevê que a destituição, por iniciativa do governador, seja “justificada e por motivo relevante devidamente comprovado”. Na Polícia Civil, o delegadogeral poderá ser escolhido diretamente pelo governador entre aqueles de classe mais alta. A dispensa “fundamentada”, porém, precisa ser ratificada pela Assembleia Legislativa ou Câmara Distrital, no caso do DF, em votação por maioria absoluta. Lideranças gaúchas já avisaram que os temas passarão por discussões internas até que os textos sejam votados em Brasília. O presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar (AsofBM), coronel Marcos Paulo Beck, ressalta que ocorrerão muitas discussões. “O tema ainda vai passar por debate pela diretoria da Associação. Em outros estados, a PM é muito mais uma força do governo e não do estado. Não é o caso do RS, mas em muitos locais, acaba se exercendo uma vontade política do governador e não do estado.” O coordenador adjunto da Associação de Bombeiros do Estado do RS (Abergs), Ubirajara Ramos, é favorável aos projetos. “Para os Bombeiros é positivo, pois cargos que foram suprimidos, como cabo e subtenente, voltariam e incentivariam os profissionais”. Para o vice-presidente da Ugeirm, Fábio Castro, o tema ainda é discutido dentro da categoria. “Foi estabelecido um debate a partir de um primeiro contato com o governo Federal para que construíssemos uma minuta de consenso. Esse processo ainda está incipiente, mesmo que a demanda seja antiga. Ainda há pontos que precisam ser esclarecidos”, disse. Dos projetos que preveem mudanças nas polícias, o mais adiantado é o das PMs. O relator do projeto é o deputado capitão Augusto (PL-SP), aliado do governo. Ele ainda não apresentou formalmente o relatório na Câmara. Havia acordo com o presidente da Casa, Rodrigo Maia (Dem-RJ), para votá-lo ainda no ano passado, mas a pandemia e as eleições municipais adiaram a pauta. Capitão Augusto admite que seu texto ainda deve passar por mudanças.

O deputado apontou, por exemplo, a resistência da PM de Minas Gerais em adotar um fardamento padrão e a contrariedade da PM de São Paulo em exigir curso superior para ingresso na corporação. Em alguns estados há diferentes critérios de promoção e os PMs conseguiram benefícios no plano de carreira similares ao dos servidores estaduais. “Falta aparar algumas arestas para ter o texto pronto, mas, se não tiver consenso, vou pedir para pautar da mesma forma. A gente retira o que não tem acordo e aprova-se o resto”, disse capitão Augusto. “Faz 32 anos que estamos aguardando uma lei orgânica básica”, ressaltou. Nas mudanças da Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros Militar, o comandante-geral passa a ter mandato de dois anos, indicado por lista tríplice ao governador, a destituição deve ser “justificada e por motivo relevante devidamente comprovado”. Também é criado o quadro de oficiais-generais formado por três patentes, nesta ordem hierárquica: tenente-general, majorgeneral e brigadeiro-general e estabelece como competências da PM credenciar e fiscalizar empresas de segurança privada, atualmente uma tarefa da Polícia Federal. Na Polícia Civil, o delegadogeral passa a ter mandato de dois anos, só pode ser exonerado por ato fundamentado do governador, ratificado por maioria absoluta dos deputados estaduais ou distritais, proíbe a divulgação de técnicas de investigação utilizadas pela Polícia Civil e de qualquer informação decorrente de quebras de sigilo e ainda cria o Conselho Nacional de Polícia Civil, formado por parlamentares, delegados, agentes, sindicalistas, representantes do ministro da Justiça e Segurança Pública e da OAB.

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GZH GERAL: O apelo dos servidores da segurança para 2021

Entidades pressionam por concursos e promoções na carreira.

A Associação dos Oficiais e cobra que o governo as efetive no primeiro semestre deste ano.

Sistema penitenciário é um dos que mais sofre com falta de servidoresLauro Alves / Agencia RBS

O reaparelhamento material das polícias vai bem, muito bem. Viaturas e armamento novos em folha, em parte com doações da iniciativa privada. O cercamento eletrônico, também – vai longe o tempo em que bandidos se sentiam seguros ao cruzar limites municipais e divisas estaduais com carros roubados. A hora, dizem as entidades sindicais da segurança pública, é de investir nos servidores.

Os sindicatos da área da segurança do RS querem reunião com o governador Eduardo Leite. O objetivo é conseguir efetivar promoções (avanços nas carreiras) para todos os servidores, em bloco, sem distinção. Os sindicalistas reivindicam também um cronograma de chamada dos candidatos aprovados em concurso e que ficaram no cadastro reserva. Não que o governo tenha feito pouco nesse quesito. Tem chamado bastante concursados, mas, como se sabe, há uma defasagem de décadas nos efetivos da segurança. Só no sistema penitenciário há um cadastro reserva de 1,2 mil aprovados, à espera de nomeação.

A decisão de pedir reunião com o governador foi tomada em reunião de todos os presidentes de sindicatos do setor, realizada quinta-feira (07/01). Estavam presentes dirigentes do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Polícia Civil (UGEIRM Sindicato), Associação Beneficente Antônio Mendes Filho da Brigada Militar (Abamf, que representam cabos e soldados da BM), Sindicatos dos Servidores do Instituto Geral de Perícias do RS (Sindiperícias), Associação de Bombeiros do Estado do RS (Abergs), e da Amapergs Sindicato, representando os servidores penitenciários.

A ideia é entregar um documento coletivo. O mesmo ofício será levado também ao Líder do Governo na Assembleia Legislativa, Frederico Antunes (PP), e ao Chefe da Casa Civil, Otomar Vivian.

A Associação dos Oficiais e cobra que o governo as efetive no primeiro semestre deste ano. Já oA A Associação dos Oficiais (ASOFBM) lamenta a não realização das promoçõe presidente da Amapergs Sindicato, Saulo Felipe Basso dos Santos, diz que 1,9 mil servidores penitenciários têm direito à promoção.

-Esperamos que as listas de servidores aptos a serem promovidos estejam prontas até o mês de março – destaca.

O sistema penitenciário, como se sabe, é o ponto nevrálgico para a segurança pública, por conter os chefe do crime organizado. É um dos que menos servidores tem.

As entidades sindicais planejam um calendário de reuniões como forma de pressionar o governo. Que, antecipadamente, já montou um cronograma de chamamento de aprovados: só de agentes penitenciários serão 450 no primeiro semestre. Tomara que a crise permita repetir a dose até o final do ano.