CAROLINA BAHIA ZERO HORA P. 12: Como Bolsonaro entra para a história

Jair Bolsonaro vai ficar na história como o presidente da República que fez pouco caso da terrível marca de 100 mil mortes por coronavírus, a maior tragédia sanitária do país.

– Lamentamos cada morte, seja qual for a sua causa, como a dos três bravos policiais militares executados em São Paulo – declarou o presidente, fazendo uma confusão de assuntos, um dia depois que Congresso e Supremo Tribunal Federal (STF) declararam luto oficial.

Bolsonaro mistura os temas, acusa governadores e tira o corpo fora por opção política, uma estratégia diante da própria incapacidade administrativa. Papagaio da postura errática do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Bolsonaro preferiu negar a gravidade da doença e se recusou a liderar um movimento nacional de combate à covid-19. Aproveitando uma decisão do STF, ele prefere alegar que tudo está sob o domínio de governadores e prefeitos. Enquanto isso, o Ministério da Saúde ficou sem um ministro titular e perdeu o protagonismo.

– Esse número de mortos é a consequência do governo federal ter resolvido lavar as mãos. Infelizmente, não é o fim – lamenta o ex-secretário de Atenção Primária do Ministério da Saúde Erno Harzheim.

Não existe nova política
A bancada do MDB na Câmara não se surpreendeu com o convite que Jair Bolsonaro fez ao ex-presidente Michel Temer. O emedebista foi apontado pelo presidente da República como chefe da missão que vai ao Líbano ajudar na análise da explosão que resultou em mortos e feridos.

A escolha ocorre não só porque Temer é filho de libaneses, mas porque os dois têm conversado quase todas as semanas sobre os rumos da política nacional. Disposto a construir uma blindagem contra processos de impeachment, Bolsonaro tem procurado a experiência de lideranças políticas.

Obra na BR-285
A bancada gaúcha no Congresso resolveu remanejar emendas e destinar R$ 1,5 milhão para licitar projeto de obra da BR-285, entre São José dos Ausentes e divisa de Santa Catarina. A decisão foi anunciada pelo próprio ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, que comemorou a decisão. De acordo com o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), faltam apenas oito quilômetros de pavimentação e uma ponte para ligar Rio Grande do Sul à Santa Catarina.

Em casa
Na onda do impeachment, Santa Catarina vive uma situação curiosa. A desembargadora Maria do Rocio Luz Santa Rita, responsável pelos questionamentos jurídicos contra o governador Carlos Moisés, é casada com o advogado do presidente da Assembleia, Julio Garcia. Cesar Augusto de Abreu cuida da defesa de Garcia na Operação Alcatraz. Governistas na Assembleia apontam Garcia como um dos interessados no afastamento e dizem que a desembargadora deveria se considerar impedida.

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