Ministra Damares Alves apoia ações de prevenção ao Suicídio dos Brigadianos

O assunto foi levado ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) pelo Deputado Federal Nereu Crispim.

Nesta sexta-feira (9/04) um seminário online debateu os Direitos Humanos com ênfase no suicídio dos Brigadianos. O encontro virtual durou, aproximadamente, uma hora e contou com a presença da Ministra Damares Alves, dos representantes da Associação dos Oficiais da BM e especialistas da área da saúde mental. A Ministra abriu o seminário afirmando que “ é preciso políticas públicas para proteger, amparar e acolher os policiais militares”. Disse ainda que “é compromisso do governo cuidar dos policiais”. O tema foi levado ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) pelo Deputado Federal, Nereu Crispim. No último dia 30, o parlamentar foi à sede da Associação dos Oficiais da BM e demonstrou interesse em ampliar o assunto com ações, em parceria com a Entidade. A ASOFBM foi a primeira Instituição que abordou o suicídio, indicando o drama vivido nas Corporações Militares e a dificuldade do profissional em buscar apoio devido ao medo, a hierarquia militar e o preconceito.

Neste ano, somente nos três primeiros meses, o número de policiais militares estaduais que tiraram a própria vida, aumentou 30% em relação ao ano passado. Isso levou o presidente da Entidade de Classe, Cel Marcos Paulo Beck a ampliar o assunto. “Situações de estresse no trabalho, convívio permanente com a morte e a violência, extenuantes jornadas de trabalho, estresse pós-traumático e fácil acesso a armas de fogo” são algumas causas, na avaliação do Cel Beck que foram, inclusive, divulgadas durante a campanha da Associação.

No seminário, o Vice-presidente da ASOFBM e diretor jurídico da Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais (FENEME) Major Roger Vasconcellos, falou sobre o Sistema de Proteção Social dos Militares Estaduais, uma conquista que garantiu os direitos dos policiais militares em simetria com as Forças Armadas. Além da paridade e integralidade entre ativos e inativos e a garantia da pensão militar às viúvas, o Sistema de Proteção (Lei 13.954/19) “ é um conjunto integrado entre a remuneração, pensão, saúde e assistência social”, salientou o Major Roger. Destacou a complexidade da profissão e o tratamento diferenciado, “é uma profissão subordinada a rígidos códigos de conduta. O policial está exposto a alta taxa de letalidade. Penhora a própria vida pela a do cidadão, entre outras peculiaridades. Portanto, o cuidado com a saúde do policial militar está previsto na Lei, e se faz necessário esse apoio”, reforçou o Major.

Além dos temas apontados pela Entidade de Classe, o Seminário debateu o papel da Corporação, a prevenção do suicídio que foi analisada pela psiquiatra e terapeuta interpessoal da Universidade Federal de São Paulo. E como enfrentar o medo de hoje com a pandemia e as novas tecnologias, através da observação do psicólogo, professor e psiquiatra do Instituto de Psiquiatria da USP, Cristiano Nabuco. De acordo com o deputado Nereu Crispim “ um projeto piloto de prevenção e acolhimento aos policiais militares deverá ser implementado no Rio Grande do Sul com apoio do Ministério da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH)”. CONFIRA a íntegra do seminário:

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