Senado define integrantes da nova Mesa Diretora; saiba nomes

Por Gustavo Garcia e Sara Resende, G1 e TV Globo — Brasília

Senado definiu nesta terça-feira (2) os novos integrantes da Mesa Diretora da Casa.

Nesta segunda (1º), Rodrigo Pacheco (DEM-MG) foi eleito novo presidente do Senado e, nesta terça, os parlamentares se reuniram para definir os demais integrantes da Mesa.

Com a definição desta terça, fica assim a Mesa Diretora do Senado para o período 2021/2022:

  • Presidente: Rodrigo Pacheco (DEM-MG);
  • 1º vice-presidente: Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB);
  • 2º vice-presidente: Romário (Podemos-RJ);
  • Primeiro secretário: Irajá (PSD-TO);
  • Segundo secretário: Elmano Ferrer (PP-PI);
  • Terceiro secretário: Rogério Carvalho (PT-SE);
  • Quarto Secretário: Weverton Rocha (PDT-MA);
  • Suplentes de secretários: Jorginho Mello (PL-SC), Luiz do Carmo (MDB-GO) e Eliziane Gama (Cidadania-MA). O quarto suplente ainda não foi definido (a votação será em outro momento).

Houve mais de uma candidatura somente para o cargo de primeiro vice-presidente do Senado, que, por votação, foi escolhido Veneziano Vital do Rêgo. Ele recebeu 40 votos, superando Lucas Barreto (PSD-AP), que teve 33 votos.

Os candidatos à primeira vice-presidência fizeram um acordo, e o eleito seria aquele que obtivesse a maioria simples dos votos.

Disputa pela primeira Vice-presidência

MDB e PSD disputaram a primeira vice-presidência do Senado. O MDB queria que Veneziano Vital do Rego fosse o primeiro vice-presidente. O PSD queria dar o lugar para Lucas Barreto (PSD-AP).

A bancada do MDB tem 15 senadores e é a maior da Casa. A do PSD tem 11 integrantes, mas o partido foi o primeiro a anunciar apoio a Pacheco e, por isso, reivindicava a função.

Já o MDB passou a fazer composição com o parlamentar do DEM somente quando abandonou a candidatura de Simone Tebet (MDB-MS) à presidência.

As funções da Mesa Diretora

Veja as atribuições de cada função na Mesa:

  • Presidente: definir, após reunião com líderes partidários, a pauta de votações; chefiar o Legislativo e presidir as sessões conjuntas do Congresso Nacional; exercer a Presidência da República na ausência do presidente, vice-presidente e presidente da Câmara (é o terceiro na linha sucessória); desempatar votações.
  • Primeiro vice-presidente: substituir o presidente do Senado nas suas faltas ou impedimentos.
  • Segundo vice-presidente: substituir o primeiro vice-presidente do Senado nas suas faltas ou impedimentos.
  • Primeiro-secretário: Ler, em plenário, documentos oficiais; receber e assinar correspondência oficial do Senado; gerir – em conjunto com o presidente da Casa – o orçamento do Senado; supervisionar atividades administrativas do Senado.
  • Segundo-secretário: lavrar atas das sessões secretas e assiná-las depois do primeiro-secretário.
  • Terceiro e quarto-secretários: fazer a chamada de senadores em casos previstos no regimento; contar votos em verificação de votação; e auxiliar o presidente na apuração de eleições.

As vagas nas mesas e nas comissões também dão aos partidos possibilidades de indicação para uma série de cargos, o que desperta o interesse dos caciques das legendas.

As funções mais disputadas são a da primeira vice-presidência, cujo ocupante é o substituo imediato do presidente; e o primeiro-secretário, que supervisiona atividades administrativas e orçamentárias da Casa.

Primeiro vice-presidente e primeiro secretário também têm direito a indicar mais cargos para seus gabinetes.

CCJ

O comando das comissões do Senado também está em disputa pelas legendas.

Nesta terça-feira, Pacheco disse que Davi Alcolumbre (DEM-AP), ex-presidente do Senado, pode ser o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Casa, que é cobiçada também por MDB e PSD.

“Há uma possibilidade de o presidente Davi ser o presidente da CCJ, mas ainda está por definir. Temos que discutir com todos os líderes”, disse Pacheco.

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