A vida do aluno-oficial, Mateus Vargas Belem, foi marcada por muito estudo, resiliência e acima de tudo, pela vocação de ser Bombeiro Militar. Ele foi o primeiro colocado do concurso no 1 ° Curso Superior de Bombeiro Militar do RS (2021-2022) e gabaritou a prova oral. A formatura da turma com 53 oficiais-alunos ocorre nesta sexta-feira (22/07) no Ginásio Gigantinho. Além dele, outros seis soldados ascenderam ao Posto de Capitão por intermédio de Concurso Público aberto a todos, que exige como pré-requisito, o Curso de Direito para ingressar na Carreira de Nível Superior.

A trajetória do futuro Capitão Vargas, iniciou com a desistência da Escola de Sargento das Armas (ESA) concurso que foi aprovado, logo após a conclusão do ensino médio. Após quatro meses na ESA, ele recebeu a informação do concurso para soldado do CBMRS.

“Liguei para o meu pai e disse, não adianta! Eu quero ser Bombeiro”, lembra.

O aluno-oficial disse que “largou tudo”, voltou para a casa dos pais, “estudei muito, o concurso era em poucos meses ”. Em 2009, foi aprovado no concurso para soldado da Brigada Militar que dava acesso para o Corpo de Bombeiros. Com 19 anos, assumiu o cargo de Soldado do CBMRS. Formou-se em Direito pela Universidade do Vale dos Sinos, em 2015, investiu em pós-graduação e passou no Concurso para Capitão, em 2018.

“Além de me dedicar à vida acadêmica, como Praça trabalhei diretamente no socorro, na atividade operacional. Iniciei no 3° BBM, em Jaguarão e após alguns meses fiz uma permuta para trabalhar no 2° BBM, em Sapucaí do Sul”, lembra.

Por estar no início de carreira comenta que, na época, o incidente no Sítio da Família Lima, foi o que mais marcou. O Tenente Maicá era o Comandante. “Estava participando da operação no dia em que encontraram o corpo da jovem. Estava fazendo as buscas pela água pela corredeira”. O fato aconteceu em 2011. Jovens que faziam trilhas na reserva ecológica da Família Lima foram surpreendidos por uma enxurrada. Mais de 35 bombeiros, incluindo mergulhadores, participaram da operação.

O Bombeiro Militar, agora Capitão Vargas, tem 32 anos. Lembra o apoio da família que foi determinante para a grande conquista. Segue projetando a sua carreira militar e, quem sabe, também através do ensino, possa contribuir para que o sonho de quem quer ser Bombeiro Militar seja realizado.

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