TALINE OPPITZ CORREIO DO POVO P. 3: Impugnação deflagra articulações em Porto Alegre

Mais um imbróglio jurídico entrou em cena na disputa em Porto Alegre pelo Paço Municipal. Por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral indeferiu a candidatura de André Cecchini, vice na chapa de José Fortunati (PTB). Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral, mas, no caso de manutenção do cenário, a chapa é impugnada, o que deflagrou articulações do MDB junto ao PTB, visando uma união ainda no primeiro turno. O entendimento dos desembargadores foi o de que Cecchini não tem o tempo de filiação obrigatório ao Patriotas, estabelecido pela Justiça Eleitoral, que terminou em 7 de abril. À época, ele ainda estava filiado ao Dem, seu antigo partido. O recurso que pediu a impugnação da chapa de Fortunati e Cecchini tem a autoria do empresário e candidato proporcional do PRTB na Capital, Luiz Armando Oliveira. Mesmo com o ingresso de questionamento junto ao TSE, pela coligação, já que o prazo para substituição de candidatura terminou em 26 de outubro, é pouco provável que um desfecho se dê antes do próximo domingo, data do primeiro turno das eleições. Assim, a opção Fortunati aparecerá nas urnas eletrônicas, mas os votos não serão computados até que haja manifestação do TSE sobre o caso. Uma situação como esta, há poucos dias da ida dos eleitores às urnas, se impõe como um desafio à candidatura do petebista e coloca a insegurança jurídica no cenário. À coluna, ontem à noite, Fortunati afirmou que o jurídico da coligação “está vendo as alternativas de recursos e aguardando o acórdão para entender o voto do relator, pois tínhamos o registro garantido em 1ª instância”. Ele afirmou que uma decisão deve ser tomada nos próximos dias, mas reconheceu, que, no momento, nada pode ser descartado, nem mesmo o eventual recuo da candidatura.

Disputa marcada por ausências nacionais

Candidato do PDT à presidência da República em 2018, e já précandidato visando 2022, Ciro Gomes participou de agendas da candidata do partido à prefeitura de Porto Alegre, Juliana Brizola. Ciro caminhou com a trabalhista no Centro, até a Carta Testamento de Getúlio, e no fim do dia gravou manifestações para os programas eleitorais de rádio e TV. A aparição de Ciro foi praticamente a única, até aqui, de lideranças nacionais de partidos na disputa.

Fake news são retiradas das redes sociais

Por decisão da 161ª Zona Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral, foi determinada a retirada de 529.075 compartilhamentos de notícias falsas publicadas no Facebook, envolvendo a candidata à prefeitura de Porto Alegre, Manuela D’Ávila (PCdoB). Os compartilhamentos correspondem a 50 links de postagens na plataforma, realizadas de 2018 para cá. Também foram derrubadas publicações no Instagram, Twitter e Youtube, contabilizando o total de 89 links ajuizados.

PSDB lança campanha para voto em negros

O PSDB gaúcho lançou campanha na defesa da eleição de candidaturas negras. Denominada PSDBlack, a proposta visa estabelecer movimento que sensibilize a sociedade sobre o tema e aprofunde o debate sobre a participação de negros em espaços de representação política. A estratégia está sendo reforçada nesta semana, reta final da campanha. O movimento PSDB lack conta com uma série de peças exclusivas, como vídeo institucional, jingle, e 60 vídeos individuais dos candidatos negros do partido. Segundo o presidente estadual tucano, Mateus Wesp, há relação de causa e efeito devido à maioria negra não representada. “O grupo de analfabetos negros é quase três vezes maior do que o de brancos. Os desempregados negros também são maioria. Em comparação aos brancos, o dobro de negros vive na pobreza. Em cada dez pessoas assassinadas no Brasil, oito são negros”, disse, destacando que entre os representantes eleitos em 2018, apenas 27% eram negros.

APARTES

Na retomada das votações na Assembleia, na próxima semana, após o primeiro turno, além do projeto do mínimo regional, cujo reajuste deve ficar em zero, segundo as articulações, está na pauta a proposta do governo que estabelece descontos nos salários dos servidores estaduais que receberam indevidamente o auxílio emergencial da União. A proposta prevê que os valores recolhidos pelo Estado sejam devolvidos aos cofres federais. Foram cerca de 3,5 mil pessoas, entre servidores ativos e inativos, que efetuaram os saques irregulares.

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