Documentário sobre a Patrulha Maria da Penha revela como surgiu o projeto pioneiro no Brasil, dados da violência doméstica no campo e na cidade e as transformações que ocorreram nos últimos 10 anos

No mês da “Campanha Agosto Lilás”, dos 16 anos da Lei Patrulha Maria da Penha (7/08) e do ano em que a Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar completa 10 anos (outubro de 2022) a Escola Superior dos Oficiais da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, com apoio da Associação dos Oficiais da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar (ASOFBM) e da Fundação Walter Perachhi Barcellos (FUNPERACCHI) lança um audiovisual que conta como surgiu a principal política de proteção à mulher vítima de violência de gênero que serviu de modelo para outros Estados, a Patrulha Maria da Penha.

O audiovisual está baseado em pesquisas de banco de dados, depoimentos e documentos. O vídeo faz uso de personagens que contam suas histórias pessoais de violência doméstica bem como de policiais que prestam atendimento às vítimas e autoridades que monitoram o serviço. Foram feitas entrevistas com representantes da Brigada Militar, Secretaria da Segurança Pública, Judiciário, mulheres que sofreram violência e famílias órfãs.

O vídeo aponta dados da violência doméstica na cidade e no campo, percentual de tentativa de suicídio, o número de atendimento de mulheres pela Patrulha, desde a sua origem, e conta com a participação de familiares vítimas do feminicídio que aguardam, desde 2013, por justiça, como é o caso da psicóloga Silvia Lerrer que perdeu a irmã Silvia Rosane Santos de Miranda, 39 anos, vítima do feminicídio, encontrada morta dentro de casa, em Capão da Canoa, com duas marcas de tiro de pistola – no peito e na cabeça.

foto – Divulgação

legenda- simulação de tentativa de suicídio ( vídeo 10 anos da Patrulha Maria da Penha)